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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Lapinha - Presépio da Professora Antonieta




Lapinha da Professora Antonieta

O Nascimento do Menino Jesus vem representado pela Lapinha. A Lapinha é um folguedo religioso também muito antigo com todo o repertório de jornadas referentes ao nascimento do menino Deus no Presépio.

Presépio significa estábulo, curral; representa a cena de adoração ao Menino Jesus na manjedoura, acolhido por Maria, José e os pastores, que estavam com seus rebanhos, na gruta de Belém.





Além de representar o nascimento de Jesus, a Lapinha da Professora voce aprecia: O céu, as estrelas, a dança, animais, o futebol, ruas arborizadas cercado de casas iluminadas, postes, antenas parabólicas, torres, grandes avenidas e, até o Elevador Lacerda não escapou de sua imaginação.


Cerca de vinte metros quadrados de sua residência era dedicado a Lapinha de Natal todos os anos. Hoje, em menor proporção, continua a alegrar as visitas em dezembro.

Abaixo, mais fotos. Repare a riquesa de detalhes criado com muito amor pela professora.

>>>Clique nas imagens para ampliar







Aos poucos, árvores de natal e bonecos de Papai Noel tomaram o lugar da representação do nascimento de Jesus em várias residências de nossa cidade.















A casa da Professora Antonieta, esposa de Raimundinho Lima, fica situada à rua Otávio Mangabeira, próximo ao açude velho.



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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Há Exatos 50 Anos!


Fonte: Revista Vida Brasil

Celso Mathias e Elias da Maria Senhora (1961 e 2011) no mesmo local


>>>Clique na imagem para ampliar







É interessante observar como a sede do poder se desloca pelas ruas dessa cidade outrora bucólica, hoje com ares de cidade de médio porte. Embora a ideia seja fixar o olhar nos últimos cinquenta anos de política e costumes em Euclides da Cunha, vamos um pouco mais distante encontrar ali pelos anos 20, o poder se dividindo entre a Praça Duque de Caxias onde morava o intendente Major Antonino e Praça da Igreja que abrigava o casarão do intendente Capitão Dantas, adversário do primeiro.




Depois o poder se deslocou para a Rua de Cima, hoje Rua Joaquim Santana Lima, onde viveu e morreu o próprio em uma elegante casa hoje ocupada pelos seus filhos mais jovens. Na mesma rua morava Luís Caldeirão que foi influente fazendeiro e Delegado de Polícia. Na primeira casa da afamada rua, já na divisa com a Praça Duque de Caxias, no resistente casarão hoje centenário onde vive a Professora Railda, morava seu destemido pai Joaquim Matias de Almeida. Fazendeiro, comerciante e por quase duas dezenas de anos; Delegado de Polícia.



E a sede do poder continuou sua migração dividindo-se entre os anos 40 e 60 com a Avenida Rui Barbosa e a Avenida Otávio Mangabeira (Rua dos Ricos), representadas respectivamente pelo astucioso José Camerino de Abreu, prefeito por duas legislaturas e Antonio Batista de Carvalho, o habilidoso Vaqueiro do Canché, três vezes prefeito.







Vereadores até meados dos anos 80 não recebiam qualquer remuneração, ajuda de custo, cota de telefone ou gasolina. Uma lei que isentava o parlamentar de pagar a conta residencial de energia elétrica chegou a ser furiosamente rejeitada por alguns vereadores, entre eles, Jaime Amorim da Silva, orgulho de amigos e familiares.

Com raras e “desonrosas” exceções, os ricos da época não aplicavam golpes em financeiras, não compravam cargas roubadas, não grilavam terras, não enriqueciam cultivando e/ou transportando maconha para o sul do país, adulterando combustíveis ou fazendo agiotagem pesada. Um ou outro emprestava um dinheirinho a taxas menores que as dos bancos. Isso há 50 anos...



Vamos continuar sobrevoando a cidade a partir do ponto onde foi feita a foto com aqueles dois meninos de 12 anos. O Elias é filho da Maria Senhora e do Elias, então prospero negociante de sisal. A Maria Senhora, batalhadora, cozinheira e doceira maravilhosa, foi dona do melhor bar que a cidade já teve. “Bar Rejane”, nome que homenageava a filha caçula. Hoje está instalada ali, a Monte Santo Esportes. Nas outras três esquinas da avenida onde fizemos a foto, a Ruy Barbosa, estavam a loja de tecidos do Zeca Dantas, hoje Real Calçados, a casa da família Macedo, hoje uma Farmácia e a Venda de Neluzinho, hoje Aliança Calçados.

“Um homem só atravessa o mesmo rio uma vez. Na próxima travessia, nem o homem nem o rio serão mais os mesmos”. Por tanto, não somos mais os mesmos, nem nós, nem a avenida, nem os costumes até a arvore onde nos apoiamos não é mais a mesma. A original foi derrubada por um caminhão desgovernado.

O meu alento, é que aqueles meninos inocentes que ocupavam aqueles corpos leves e juvenis, continuam vivos em alguma parte das nossas não mais tão leves consciências. O sofrimento, cada um na sua esfera, nos temperou como o fogo tempera o aço. Perdemos, pais, irmãos, esperanças, mulheres, dinheiro... Uma coisa com certeza não perdemos, pelo contrário, fortalecemos; a dignidade.


Por Celso Mathias

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Música "É Natal" de Canário de Canudos

Ouça aqui um lindo forró natalino por Canário de Canudos, gravado em setembro de 2000 com a banda Flor D`Açucena.
>>>Dica: Se sua internet for lenta, clique no sinal de play ao centro, em seguida clique no sinal de pause no canto inferior esquerdo e aguarde o preenchimento.


Para baixar em seu computador clique AQUI
Após abrir a página do link, clique no retângulo azul "Baixar"

Vocais:Iomar Canário (Canário de Canudos), Gisânia, Alonso, Márcia, Jobson e Jakinho



>>>> Canário de Canudos









Letra da Música:

É Natal, ano bom, vem comigo...

Mais um ano que se finda
E tem muita coisa ainda pra se fazer
Dá o pão a quem tem fome
Aos da rua, lar e nome
E entender

Que é Natal!
É da paz que eu preciso
Do abraço, do abraço de um amigo
Tudo faço se tem um Jesus comigo
E não temo ao inimigo - -(Estribilho)

Temos que aprender ainda
Que uma vida que se finda
Não se acabou
Tenho fé e esperança
Do outro lado é a mudança
E só há o amor

É Natal, ano bom, vem comigo...

Se na vida o que é preciso
é dar a mão para o amigo
De paz e amor


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Heróis de Canudos

A região de Canudos pertenceu a Euclides da Cunha, Bahia e foi elevado a município em 1985, desmembrado de Euclides da Cunha

Ouça abaixo o Hino Heróis de Canudos
Composição, Música e Letra: José Dionísio Nóbrega

>>>>>Clique no centro para ouvir



Quer baixar a música em seu computador? Clique AQUI


LETRA
“Estevão, Estevão, onde está você?! Estou no fogo do Cambaio”.

“Maria Guerra, pra que essa arma?! Vou defender os meus irmãos”.

“Malvado coronel Moreira Cesar/ Não devia ter feito isso não /Agora o coronel vai receber! O tiro certeiro do jagunço Jeromão”.

“Corre corre Tamarindo/ Serafim já vem atrás! Perseguirá os seus soldados! E vai ainda querer mais”.

“Não há bravura igual! Nunca houve mesmo não! Enfrentar de peito aberto! O grande e fratricida canhão”.

“Estandislau da Macambira/ Muitas histórias contará! Herói de muitas
batalhas! Mas lutou primeiro no Uauá”.

“Chiquinhão, Zé Guerra e Antonio Valério! Nossos heróis de Cocorobó!
Defenderam com garra a terra amada! Todos unidos numa corrente só”.



Para saber mais sobre nosso conterrâneo José Dionísio Nóbrega clique AQUI




Conheça os Heróis de Canudos:


1) Jeromão, o matador de Moreira César

Jerônimo Modesto do Valle é o seu nome, mas o povo o chamava de Jeromão. Segundo os mais velhos, foi esse homem, que não se vangloriava de seus feitos, que deu o tiro certeiro no Coronel Moreira César. Baixo, troncudo, voz forte de estremecer o chão, de pouca conversa, antigo caçador de onças nas grandes serras da região, morador com toda a família na fazenda Carvalho, Jeromão era respeitadíssimo em Canudos como grande atirador. Ao clarear do dia, costumava religiosamente dar um tiro de bacamarte para os lados da Canabrava a fim de que a sua esposa Lalinha soubesse lá do Carvalho que ele continuava vivo. Jeromão sobreviveu à guerra.


2) Serafim, o heroi da Barriguda

Serafim Ferreira de Santana - o Serafim da Barriguda - foi o único dos irmãos a se entregar de corpo e alma como combatente de Antonio Conselheiro. Com a morte da mãe O. Paula e do pai Francisco, que lutara em Canudos ao lado de João Abade, Serafim, em vez de procurar refúgio, abraçou a causa conselheirista tentando defender de todas as maneiras o território do Belo Monte, embora a sua área de atuação predileta circunscrevesse ao trecho Umburana-Rosário. Serafim entrará para a história de Canudos como um dos heróis que puniam severamente os inimigos de Antonio Conselheiro. Serafim viveu muitos anos depois da guerra.


3) Os Irmãos Guerra da Umburana

Da família Guerra da Umburana, três irmãos se destacaram na luta fratricida de Canudos: Zé Guerra, que veio a falecer no “fogo” de Cocorobó, Norberto, que continuou lutando até o fim, e Maria Guerra (Gueguerra para os mais íntimos), a única mulher a pegar em armas para defender o torrão natal e a sua família que se desmoronava a cada dia. Dos 3 irmãos heróis canudenses sobreviveu Maria Guerra.



4) Joaquim Macambira Filho

Joaquim Manoel de Santana Filho, homônimo do pai Joaquim Macambira, deu a vida pelo povo de Canudos. Ele e mais onze jaguncinhos, inclusive Nicolau da Umburana, que foi o único a se salvar, enfrentaram de peito aberto o grande canhão conhecido pelo apelido de Matadeira. É o grande heroi da terra canudense.

5) Estevão do Cambaio

Estevão Pereira Leal, o Estevão do Cambaio, descendente dos primeiros habitantes de Canudos, grande amigo dos Gomes do Trabubu, foi o Guarda do Cambaio. Alto, pescoço comprido, cabelos lisos, Estevão era uma figura calma e extraordinária e grande amigo do jagunço Jeromão. O herói do Cambaio sabia onde o diabo se amalhava. Invultava-se só com o bater das pestanas . Quando abençoava os filhos e parentes, usava invariavelmente a expressão “benção de Deus”.



6) Estandislau da Macambira — o Lalau de SaIu

Baixo, meio cambaio, nascido na Canabrava , mas morador na Macambira, sincero e verdadeiro em suas histórias, só excepcionalmente deu entrevista, neto de Sebastião José Quadrado, que foi um dos primeiros posseiros da terra canudense, Estandislau, o Lalau de SaIu, dominava a técnica de tirar vários soldados da luta com um só tiro de bacamarte.
Estandislau é o herói de muitas batalhas.



7) Chiquinhão ou Chiquinho Mota

O escritor Euclides da Cunha o chamou de Chiquinho Mota, mas no seio familiar era conhecido por Chiquinhão. Com os seus piquetes, ao lado de Zé Guerra e do sobrinho Antonio Valério, que faleceu lutando ao lado do tio, Chiquinhão foi o grande comandante da batalha de Cocorobó. O general Amaral Savaget sofreu grandes perdas com o fogo cerrado de Chiquinhão. Morava esse notável combatente conselheirista nativo na fazenda Angico. Juntamente com Nicolau, um dos heróis da matadeira, e Geraldo da Umburana, Chiquinhão passou por uma grande emoção, a de queimar o cadáver do malvado coronel Moreira César.



8) Antonio Macário, Guarda das Bocas de Estradas

Neto de Maria Quitéria e de Vitorino José de Santana, os fundadores do povoado de Canudos, Antonio Macário não nascera vocacionado para a luta armada, não tinha o jeito brigador dos heróis canudenses Deodato Campos e Deocleciano Macedo, mas entrou para a história da guerra como o rapazinho que guardava as bocas de estradas.


Resumo feito por José Dionísio Nóbrega com base na sua obra “Euclides da Cunha
e o sertão de Canudos”.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011



Feriado 12 de outubro de 2011

Rua Elson Torres de Aquino

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Ângulo cedido por José Antonio Oliveira - Construção vizinho ao Bradesco


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