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terça-feira, 9 de junho de 2026

Edmundo Esteves de Abreu


Vídeo/música em homenagem: Edmundo Esteves de Abreu

AÍ DA JEITO!



Letra:

Edmundo Esteves de Abreu

O defensor da nossa música

Toca hoje lá no céu

E lá não precisa tônica

Quem não se lembra quando ele enchia o peito e dizia com três jeito

Aí dá jeito, aí dá jeito, aí dá jeito


Tá com Dodô e Osmar, seu Luiz e Dominguinhos

Tá com Zezito do Bar, Douguinha e Zé Marinho

Companheiro de estrada nessa sua trajetória

Edmundo com seu som em Euclides fez história



O primeiro trio elétrico do Cumbe

Foi ele o criador

O point era o Night Club

Onde tocava com louvor

Deixando o povo satisfeito e alegre dizia assim

Aí dá jeito, aí dá jeito, aí dá jeito, aí dá jeito



Casa da Música, Acre, The Lunik Som

Jogava em todas - impressionante

Importante comerciante

Tinha a música como amante

Tocava gaita, violão e bandolim

Se estasiava tocando assim



Deixa o povo satisfeito, alegre, dizia assim

Aí dá jeito, aí dá jeito, aí dá jeito, aí dá jeito

E todos que se foram aplaudem o seu preito

Ele no meio dizendo: aí dá jeito

Aí dá jeito, aí dá jeito, aí dá jeito, aí dá jeito


Composição: Ohniram Marinho

Produção áudio e vídeo: Ney Campos (Ney do Bandolim)




Biografia



Comerciante, empreendedor e grande instrumentista apaixonado por música, Edmundo foi dono da Casa da Música, estabelecimento que marcou época na cidade. Lá, instalou um sistema de som com alto-falantes e, todas as tardes e noites, animava a população tocando seu inseparável bandolim. Fazia isso por puro prazer, sem patrocínio ou retorno financeiro, o que tornou seu gesto ainda mais admirado e respeitado por todos.









Uma de suas marcas pessoais era o amor pela música acima de tudo. Conta-se que, durante os ensaios na loja, quando algum cliente chegava para pagar uma promissória, ele dizia: “Daqui a pouco”. Só depois de encerrar a música é que atendia o freguês.





Foi o criador e patrocinador do Conjunto The Lunik Som, que animava festas e eventos em toda a região, chegando a se apresentar até mesmo no sul da Bahia, sempre com grande sucesso. Também foi proprietário do Alvorada Clube Recreativo – o ACRE, espaço que recebeu bailes, micaretas, shows de calouros e as inesquecíveis Manhãs de Sol, voltadas para crianças e adolescentes.


Ze de Zezito na moto em frente ao ACRE









Na década de 1970, com criatividade e paixão pela música, Edmundo idealizou e construiu o primeiro e único trio elétrico de Euclides da Cunha: o Trio The Lunik Som. A estrutura foi montada sobre sua própria Kombi, usada normalmente para entregar móveis da loja. Esse trio elétrico se tornou parte da memória coletiva da cidade, embalando carnavais e enchendo de alegria todos os que tiveram o privilégio de ouvir o “Seu” Edmundo dedilhar o bandolim. Tudo era feito com recursos próprios, sem apoio de órgãos públicos, apenas pela vontade de ver a comunidade feliz.





Casado com Olga Campos, teve três filhos: Sônia, José Raimundo e José Reinaldo Campos Esteves.

Muitos jovens músicos que tocaram ao seu lado seguiram carreira inspirados na dedicação e no talento de Edmundo, que deixou como legado não apenas sua música, mas também a certeza de que a arte tem o poder de unir e transformar uma comunidade.



Natural de Euclides da Cunha, nasceu em 20 de novembro de 1922 e faleceu em 05 de abril de 1996.



Olga Campos (1932)

quinta-feira, 4 de junho de 2026

TRADICIONAIS FAMÍLIAS DO CUMBE

  Tradicionais Famílias do Cumbe

Essa obra levou tempo, dedicação e muito carinho para ganhar vida. 🎶✨
Mesmo com o apoio da IA no aprimoramento da voz e vida em imagens, cada detalhe nasceu da inspiração e do respeito aos importantes sobrenomes de Euclides da Cunha-BA, valorizando nossa história, nossa cultura e nossa identidade.
Um trabalho feito com alma, memória e tradição.



Clique no vídeo abaixo




LETRA:

[Estrofe 1] Lá em Cumbe eu aprendi Que raiz não cai no chão Tem nome forte no peito E memória no sertão MATHIAS na porta de casa ESTEVES , ABREU no riso de manhã LIMA, CAMPOS, DANTAS Vão comigo até amanhã NASCIMENTO chama o tempo PINHEIRO faz lembrar SILVA mora no caminho Quando eu volto pra lá [Refrão 1] Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão SANTANA, GUIMARÃES, CARVALHO Bate forte no coração MOREIRA, CANÁRIO, ARAÚJO SANTOS, MOURA, ALVES Tradicionais famílias do Cumbe Meu amor nunca se perde [Estrofe 2] Na varanda, um café coado E a sanfona a suspirar Cada sobrenome é um abraço Que a distância faz guardar Quando a saudade aperta Eu escuto o sino tocar E vejo o rosto de todos No poeirão do lugar MACEDO, FREIRE, BASTOS MIRANDA e MARINHO faz lembrar ANDRADE RAMOS no caminho Quando eu volto pra lá [Refrão 2] Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão BATISTA, REHEM, CELESTINO Bate forte no coração GONÇALVES, GONZAGA, ARAÚJO FÉLIX, AFONSO, AMORIM Tradicionais famílias do Cumbe É muito amor sem fim [Estrofe 3] Se a vida me leva longe Eu sei onde vou chegar Na força desses sobrenomes Que me ensinam a voltar AUGUSTO, COELHO, BEZERRA MOTA, MORAES também Essa história vai comigo Pra onde o meu peito for além [Estrofe 4] GOMES, MENEZES na calçada JESUS brilha ao clarear MADUREIRA e REIS a estrada Que me ajuda a caminhar BARBOSA, LOPES, MARTINS VIEIRA vem me abraçar CEZARINO, CARMEZIM Do no Cumbe ARAS a me chamar [Refrão 3] Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão AFONSO, DIAS, QUIRINO OLIVER, MATOS no coração CARDOSO, SOARES, OLIVEIRA BISPO, RODRIGUES, FERREIRA Tradicionais famílias do Cumbe Meu amor não tem barreira [Refrão 4] Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão PIRES, MAIA, SIQUEIRA Bate forte no coração COSTA, VITOR, SOUZA, SÁ NARCIZO, ROCHA e PAZ Tradicionais famílias do Cumbe Meu amor não se perde mais [Refrão 5] Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão PEIXINHO, NÓBREGA, MONTEIRO PARANHOS, AQUINO em canção BRITO, TELES, ALMEIDA Que na alma sempre brilha Tradicionais famílias do Cumbe São pra sempre minha família [Estrofe 5] PRADO, CALDAS, DAMASCENO No sertão que Deus abençoou BARRETO, CONSELHO, BOMFIM (BONFIM) CATARINO, FARIAS avançou RABELO, GAMA e CÉSAR MEIRA, BARBOSA e ASTRÊ Tradições que o peito acolhe E o povo nunca esquece de ver [Refrão 6] Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão Honrando a força desse nome Em cada nova geração [Estrofe 7] SEVERO, NEVES e os GOES FRANÇA, CORREIA também GUERRA, MARQUES e CRUZ No bem-querer que a gente tem PEDREIRA, TEIXEIRA, VARJÃO Unidos no mesmo destino Lembranças que brotam da terra Desde o tempo de menino [Refrão Final] Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão Tradicionais famílias do Cumbe Orgulho da nossa nação [Estrofe 8] NUNES, TRINDADE, CAVALCANTE No terreiro ao anoitecer RIBEIRO, PEREIRA na prosa Que faz o tempo renascer CAETANO, TORRES se encontram Na fé que nos faz crescer Nomes que o Cumbe abraçou Pra sempre em nosso viver MEDEIROS, BARROS na história Que o vento vive a contar BENEVIDES, WELCH em cantiga Pra nunca mais se apagar Sobrenomes que se entrelaçam Na esperança de florescer Famílias que o Cumbe guarda E ensina a gente a proteger Tradicionais famílias do Cumbe Euclides da Cunha, meu chão Tradicionais famílias do Cumbe Orgulho da nossa nação