quinta-feira, 25 de outubro de 2007

História de Euclides da Cunha

Contribuição Livro: Neide de Almeida e Silva - Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros de 1957
História
Antiga aldeia dos índios Caimbés, da tribo dos Tupiniquins, as terras do atual Município foram desbravadas por colonos vindos de Monte Santo e Tucano, que se fixaram e se dedicaram à lavoura e à criação de gado. O povoamento começou na Fazenda Cumbe do Major. Os jesuítas, então, ergueram no local uma capela e um convento. Posteriormente chegaram mais colonos e o povoado se desenvolveu sendo elevado à Freguesia de Nossa Senhora do Cumbe em 1881. O Município foi criado em 1898, com território desmembrado de Monte Santo, com o nome de Cumbe. Em 1931 perdeu sua autonomia sendo incorporado ao Município de Paripiranga e, neste mesmo ano, voltou a pertencer a Monte Santo. Em 1933 o Município foi restaurado e passou a ser denominado de Euclides da Cunha. Em 1938 foi elevada a cidade.
O município foi desbravado por colonos oriundos dos municípios circunvizinhos, principalmente de Monte Santo e de Tucano, que ali se fizeram com suas famílias, dedicando-se à lavoura e o criatório de gado, esteios até hoje da economia municipal. O seu primeiro núcleo populacional foi a Fazenda Cumbe do Major, de propriedade do Major Antonino, senhor de boas glebas e de avultado números de agregados, primeiro desbravador das terras do município.
Os padres jesuítas, em missão catequese pelo sertão, construíram, no local da atual vila de Massacará, uma capela e um convento; aquela continua de pé até os dias atuais, servindo de refúgios espiritual aos fiéis, porém o convento foi destruído pelos referidos padres, quando o Marquês de Pombal em 1859, os expulsou do Brasil.
Com a chegada de novos colonos; a fazenda Cumbe experimentou considerável surto de progresso, evidenciado na construção de vários prédios, nascendo daí a povoação onde, no ano de 1888, foi construída pelo padre Vicente Sabino dos Santos, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição; ficou essa capela subordinada a freguesia de Massacará e ainda hoje permanece de pé.
A sede da freguesia da Santíssima Trindade de Massacará foi, pela lei provincial nº 2 152 de 18 de maio de 1881, transferida para Capela de Nossa Senhora do Cumbe, sendo assim criada a freguesia com o mesmo nome. Foi o povoado sede da freguesia de Nossa Senhora do Cumbe elevado à categoria de vila pela Lei provincial nº 253, de 11 de junho de 1898, com o território desmembrado do de Monte Santo। Na divisão administrativa referente ao ano de 1911, Cumbe figura composto unicamente do destrito-sede. Por força dos Decretos estaduais nºs 7 455, de 23 de junho de 1931, e 7 479, de 8 de julho do mesmo ano, foi Cumbe supresso e o seu território em face desse último Decreto, incorporado ao de município de Monte Santo. Em virtude do Decreto estadual nº 8642, de 19 de setembro de 1933, o município foi restaurado, ocorrendo sua instalação a 10 de outubro do mesmo ano. Na divisão administrativa do Brasil, relativa a 1933, Cumbe, figura composto do destrito-sede e do de Canudos, verificando o mesmo nas divisões territoriais datadas em 13-Xll-1937, como também ao Decreto-lei estadual nº 10 724, de 30 de março de 1938, o município e seu distrito-sede passaram a denominar-se Euclides da Cunha, em homenagem ao historiador da Campanha de Canudos, autor de “Os Sertões”. De acordo co o quadro territorial vigente no qüinqüênio 1939-1943, fixado pelo Decreto nº 11 089, Euclides da Cunha abrange 2 distritos-- o da sede e o de Canudos. Por força da Lei nº 628, de 30 de dezembro de 1953, ficou o município constituído dos distritos de Euclides da Cunha, Canudos e Massacará, limitando-se com os municípios de Tucano, Uauá, Monte Santo, Cícero Dantas, Antas, Chorrochó e Jeremoabo.
CLIMA – O clima do município é quente e seco nos longos períodos de estio, durante o inverno é ameno.
RIQUESAS NATURAIS- 1950. – De origem mineral a região possui em seu subsolo jazidas inexploradas de ardósia, calcita, cristal de rocha e salitre, e em exploração, pedra calcária. É extraída argila para fabricação de telhas e tijolos. De origem vegetal registra-se a extração de sisal e lenha; e de animal há mel e cera de abelha.
POPULAÇÃO – A população do município, em 1950 era de 25.548 habitantes, sendo 12.572 homens e 12.976 mulheres.
A pecuária tem expressão econômica para o município, que contava, em 1956, com o seguinte rebanho: bovinos - 26.000 cabeças, caprinos – 45.000, ovinos – 30.000, suínos – 30.000, asininos – 3.600, eqüinos – 2.500 e muares – 2.500.
O artesanato é representado pelo fabrico de cestas, cordas e objetos diversos de uso pessoal, confeccionados com fibras de sisal.

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4 comentários:

ADALGISA NADY ARAS DE MACEDO disse...

FORMAÇÃO DO CUMBE
(Trecho extraído do livro “No Sertão do Conselheiro”, do escritor e historiador euclidense José Aras)
Parte das terras onde estava localizada a Mata das Preguiças era de propriedade de Ana Luíza, Ana Félix, Maria Balbina, Josefina Maria e Ana Romana França, herdeiras de Manoel Correia da França, que em 1858 e consoante a Lei de Terras (no. 601, de 18 de setembro de 1850), promoveu o seu registro, como consta do livro respectivo 33 :
“Digo eu Anna Maria do Espírito Santo, na qualidade de tutora, que minhas filhas menores Anna Luíza, Anna Félix, Maria Balbina, Josefina Maria e Anna Romana são possuidoras de uma parte de terras do lugar denominado Sítio do Cumbe, sita nesta freguesia de Monte Santo, cujas terras houveram por herança do finado seu pai Manoel Correia da França, e como pelo artigo noventa e quatro da lei do registro das terras possuídas somos obrigados fazer esta declaração em duplicata me conformando assim com a disposição do artigo noventa e três dos quais exemplares fica em meu poder e outro fica entregue ao respectivo pároco, e por não saber ler nem escrever, a meu rogo, assinou meu filho Emigdio José Correia da França. Monte Santo, 10 de fevereiro de 1858. A rogo de minha mãe Anna Maria do Espírito Santo, Emigdio Correia da França. “Era o que se continha nas ditas folhas do mencionado livro ao qual me reporto, donde bem e fielmente extraí a presente certidão, que, depois de conferida subscreverei para que produza os seus efeitos”.
3Registrode Terras de Monte Santo, Ano de 1858, pg 06, fls. 45 e v.,n*. 198 Este livro se encontra no Arquivo Público da Bahia, de onde foi retirada a cópia do registro acima.
Esta certidão comprova que na Mata das Preguiças existia o Sítio do Cumbe, com casas esparsas, pertencente às pessoas acima citadas, além dos possuidores de roças no local – Longuinho, Filhinho, Balthazar Lima e outros. Jamais existiu a Fazenda Cumbe do Major, que se tornou um mito. Naquela época, o Major Antonino residia com seu pai, o maroto Manoel Félix, na fazenda Quilombo, de sua propriedade. Após a construção da rua da Igreja, com as dez primeiras casas do Capitão Higino, foram sendo construídas as demais por Manoel Ferreira de Carvalho, Quintino Leão, Quintino Lopes de Castro, Major Antonino (onde foi por alguns anos o Correio de Iaiá), Padre Vicente Sabino, Balthazar Lima, cuja casa foi construída no local onde existia a Casa Paroquial, Arsênio Guimarães, etc.

deise disse...

isso e muito interesante amei deise

valda disse...

A saudade doeu agora vendo isso tudo,e relembrando minha epoca em euclides,tempo de tranquilidade,sem minternet,sem droga e nenhuma violencia.Como queria voltar no tempo,faria tudo de novo.Valeu ney pela iniciativa!!abraços.

MARIA disse...

Estava aí nessa época saudades