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quarta-feira, 1 de abril de 2015

ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DO SALVADOR (ALAS)


CADEIRA Nº 20
1º TITULAR : JOSÉ  DIONISIO NÓBREGA













Nascido no município de Euclides da Cunha -Ba, antigo Cumbe do Major Antonino, precisamente na fazenda Lagoa do Barro, no dia 9 de outubro de 1948, José Dionisio Nóbrega  é filho do paraibano Sebastião Nóbrega do Bonfim e da euclidense Filomena Paranhos de Macedo  (Loló) , a primogênita de José Paranhos  de Abreu (Dedé Paranhos) e Maria Olinda de Macedo ( Mariinha de Dedé Paranhos).
Quem lhe deu  os primeiros incentivos para estudar foi sua avó Mariinha, neta de José Martins de Almeida, o qual esteve em Canudos para ouvir algumas pregações de Antônio Conselheiro e trineta de Antônio Homem, que foi o primeiro  povoador da Lagoa do Barro e do Tinguibunhém.
Antônio Homem pode ter vindo da região de Santa Luzia (hoje Santa Luz), lugar onde sua bisneta Raquel Olinda de Macedo (tia de Mariinha) deitou raízes ao casar-se com o italiano de Trecchina – Giovanni Femminella.



Dia 25 de abril de 1955, numa 2º feira, sua avó Mariinha o encaminhou para a escola de Aldenora e Adelaíde, que ficava no “Beco do Cemitério”, bem próximo da “Rua da Igreja”. Ano seguinte, a vovó Mariinha o levou para estudar na Duque de Caxias, situada na rua Otavio Mangabeira (conhecida  como “Rua dos Ricos”) , na qual foi aluno, pela primeira vez, de uma professora formada: Luti de Raimundo Tomás. Nesse mesmo ano, já por influencia dos pais, estudou com a professora Elisanete, filha do pernambucano Sebastião do “Corte” . Só em 1957 é que se transferiu para a Escola Paroquial São José, coordenada de inicio pelo então Pe. Jackson Berenguer Prado e depois pelo Pe. Pedro Monteiro. Dalzinha e Nenem da Quiló foram as duas professoras do 2º ano primário. Em 1958, cursou o 3º ano com a professora Alice e nos anos seguintes, até concluir o primário, com as professoras Dulce Soares e Hildete Abreu.



Em dezembro de 1961, depois de muito choro para estudar fora (E. da Cunha ainda não tinha Ginásio), o filho de Loló e Sebastião foi aprovado no exame de admissão no Ginásio N.S. das Graças (Tucano), fundado e dirigido pelo Pe. José Gumercindo, também professor de destaque de Latim, Francês e Português e, nas horas vagas, também de Grego, com o qual conviveu 3 anos e meio. A conclusão do curso ginasial já foi em 1965 no Colégio Estadual de Feira de Santana.
Ainda em dezembro de 1965, chega a Salvador para pleitear vaga na Escola M.A. Teixeira de Freitas (curso de Administração), que funcionava na Avenida Sete, ao lado da Escola Kate White, onde foi aluno do jurista Edvaldo
Brito, Renato Bião Cerqueira, Ivan Maia Fachinetti, Roberto Campos e tantos outros. Além deste curso profissionalizante de nível médio, de muito bom conceito na época, principalmente pelo corpo docente, estudou simultaneamente o científico no Colégio Central, não chegando a conclui-lo dadas as dificuldades de compatibilização de horário com o primeiro emprego na Fundação Hospitalar do Estado da Bahia (Hospital Couto Maia), onde controlava as contas  nosocomiais, além de datilografá-las.
Ano e meio depois, já em 1969, trabalhando como auxiliar técnico no Instituto do Serviço Público (ISP), depois Centro de Estudos Interdisciplinares para o Setor Público, da Universidade Federal da Bahia, entidade que na época sobrevivia de convênios com a USAID, SUBIN, SUDENE e Estados conveniados, participou da reforma administrativa dos Estados do Maranhão, Piaui e Sergipe. Foi um dos melhores períodos de sua vida, principalmente pela experiência adquirida ao longo de quase 4 anos, trabalhando ao lado de Fernando Sarmento, Jorge Hage, Emanuel de Souza Muniz, Eraldo Tinoco, Luiz Henrique, Raimundo Mendonça, José Carlos Dantas Meireles, Margarida da Costa Batista, Olavo Pedrecal, Antônio Eduardo Portela (padrinho de batismo de sua filha Ludmila Martins Nóbrega), Raimundo Vasconcelos, José Joaquim Calmon de Passos, Eduardo de Freitas Filho, Álvaro Dultra e muitos outros.

Até 1972, cursou Administração Pública pela UFBA, quando foi convidado pelo governo de Sergipe a prestar assessoramento como Auditor Administrativo e depois como Assessor de Planejamento na
Secretaria de Administração do governo de Paulo Barreto de Menezes. No governo de José Rollemberg Leite,  já como funcionário concursado (Fiscal de Rendas), exerceu na Secretaria da Fazenda o cargo de chefe de Documentário Fiscal (Sistema de Informações Econômico-Fiscais) e logo depois designado Assessor Especial. No 1º semestre de 1976, concluiu o curso de Administração (de Empresa) pela Universidade Federal de Sergipe. Ano seguinte, fez pós-graduação lato-sensu (Curso de Administração Tributária) em Brasília, em regime de internato na ESAF, durante o período de 6 meses.


 Em 1978, é nomeado por concurso Auditor Fiscal do Estado da Bahia, cargo que ocupou até 1º de outubro de 2015, data de sua aposentadoria. De março de 1979 a março de 1981, fez em Brasília, na mesma ESAF, o mestrado em Administração. Por dois anos(1987/1989) exerceu a chefia da Divisão da Fiscalização da Secretaria da Fazenda no governo Valdir Pires.
Como convidado, deu aulas na área de administração e planejamento estratégico na UFBA, na Universidade Tiradentes (UNIT), em Sergipe, no Ceteba (UNEB), no ISP (UFBA), na ESAF(BA) e em diversos centros de treinamento do Estado da Bahia e Sergipe. Fez dezenas de pequenos cursos nas áreas de administração, economia e psicologia social das organizações. Elaborou diversas provas de concursos públicos para o Estado de Sergipe.
Na década de 80, por conta própria e por sugestão do prof. José Calasans, começou a pesquisar a história de Canudos tendo como roteiro o livro Os Sertões. Antes, porém, apenas informalmente, ouvia dos mais velhos as proezas de Antônio Conselheiro e seus jagunços.

Por influência de Ioiô da Professora, que já o conhecia desde o tempo de menino, interessou-se em pesquisar os principais povoadores do vasto município do Itapicuru de Cima e do antigo Jeremoabo, chegando a pesquisar também algumas famílias sergipanas das quais descendem muitos sertanejos do nordeste da Bahia. Por pesquisar a história e as famílias do velho sertão de Monte Santo, a Câmara de Vereadores do município de Uauá concedeu-lhe o titulo de cidadão uauaense.






O número de obras históricas e genealógicas publicadas não vai além, por enquanto,  de cinco: “Euclides da Cunha e o sertão de Canudos”, “Padre João Velho de Tucano e a Carnaíba do Pires”, “O Tucucuru do Padre Januário”, “Enock- um Canário protegido de Santo Antônio de Canudos” e “Capitão Dantas e os três Ioiôs de Cumbe”. Palestras sobre temas sertanejos  foram feitas em Aracaju, Salvador, Canudos, Senhor do Bonfim, Euclides da Cunha e Tucano.
Escreveu vários artigos para o jornal A Tarde: “Padre Gumercindo: o educador do sertão”, também publicada na revista de ALAS; “O encontro do padre Sabino com o Cel. Moreira César”, também em ALAS; “O Centenário de Aurélio Laborda”, publicado também em livro sobre os 50 anos da UFBA, do prof.  Edivaldo   Boaventura; “A questão da terra em Canudos”; “A sergipanidade de Jenner Augusto” e outros.
Por gostar de cantar no banheiro de sua casa canções populares  brasileiras, francesas, italianas e espanholas, resolveu com os próprios recursos gravar CDs (já se vão meia dúzia) exclusivamente para presentear aos parentes e amigos que constantemente reclamam e exigem a produção e gravação de mais um, que talvez saia em 2017.
PATRONO:  PEDRO CALMON



Pedro Calmon
Sobre Pedro Calmon Moniz de Bittencourt, nascido em Amargosa (Ba) nos dois primeiros anos dos século XX, disse Josué Montello na apresentação do livro Memórias do grande historiador baiano, catedrático em Direito Público e reitor por muitos anos da Universidade do Brasil:
“Quem conheceu Pedro Calmon e teve o privilégio de seu convívio, dele guardou a lembrança do mestre que tinha o dom da criação imediata, quer falando, quer escrevendo. E mais ainda: sempre jovial,  sempre feliz”.
“E dizer-se que, à vida vivida, como professor, como escritor, como historiador, como ministro de Estado, como presidente da Academia, como reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Calmon ainda deixou o acervo complementar das lembranças que hão de sempre morar conosco, e que no-lo restituem, nas horas em que a evocação se purifica na melhor saudade”.
“O biógrafo de Pedro II ou de Castro Alves, da princesa Isabel e de Pedro I, do Marquês de Abrantes e de José de Anchieta, é o historiador emérito dos sete tomos compactos da História do Brasil, da História das idéias politicas, da História da literatura baiana, além de mestre da Teoria Geral do Estado e do Curso de direito constitucional brasileiro, sem esquecer os três volumes da História social do Brasil, em que o mestre da minúcia factual compõe a visão de conjunto, em base de renovação cientifica, e nos permite dominar em suas características fundamentais, a composição e a transformação da sociedade brasileira”.


terça-feira, 17 de março de 2015

Martins da Mota Silva



Quero registrar aqui esse músico, grande admirador do chorinho (gênero da musica popular instrumental)

Conhecido como Seu Martins, nasceu em 03 de março de 1942, em Cumbe do Gato zona rural de Quijingue, Bahia, filho dos agricultores: Joaquim Pantaleão da Silva e Julia Maria da Mota. Morou por 18 anos no povoado.
Em 1960 foi para São Paulo onde ficou por 50 anos.

Por  idas e vindas conheceu sua esposa, conterrânea, Maria Santana Silva e casou-se em 1969. Com ela teve três filhas que nasceram em São Paulo: Tânia Santana Silva, Marilza Santana Silva que residem em São Paulo e Telma Santana Silva que mora na Alemanha.

Trabalho e Música

Apesar do trabalho árduo na metalurgia para o sustento de sua família, sempre reservava um tempo para aprender música na Academia de Violão Farias Mendes com seu parceiro e amigo, bandolinista desde a década de 70, Edvaldo Passos de Santana.

Depois que aprendeu sua primeira música “Tico-tico-no-fubá” de Zequinha de Abreu, passou a
frequentar os clubes de choro: Clube São Miguel e Clube Santana, onde apreciava assiduamente os músicos da época tocarem os clássicos de Jacob do Bandolim, Saraiva, Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Chiquinha Gonzaga, como também as serestas de Nelson Gonçalves, Francisco Alves, Ataulfo Alves, Carlos Nobre entre outros.

Grupos musicais, passeios e amizades

Participou dos grupos musicais com seu 7 cordas: Grupo Carinhoso, Cordiais do Samba e Amigos do Samba. Na ocasião conheceu o Joca do Violão do grupo Demônios da Garoa que visitava sua casa para uma boa feijoada com mais de 30 amigos, recheada de muita música e satisfação.
O antigo e curto vídeo, acima, mostra o Joca em uma de suas visitas ao Seu Martins



Sempre, na década de 80, quando visitava Euclides da Cunha, tinha o prazer de passar várias horas na Casa da Música para ouvir e acompanhar o saudoso bandolinista Edmundo Esteves.

Em uma de suas visitas a cidade natal no ano 2002, ouviu falar da formação de um grupo de choro em Euclides da Cunha,








 Chorões do Cumbe, e, sem perder tempo, correu para ver e acompanhar os ensaios onde conheceu os músicos: o autor do blog (Ney do Bandolim), Cinquentinha 7 Cordas, Junior Timba, Diêgo do Pandeiro, Messias Britto, Junior do Cavaco, Charles, Vagner e Braulito Bispo.
Seu Martins participou de alguns eventos tocando seu 7 cordas com os Chorões do Cumbe


Na foto, partindo da esquerda em pé: Seu Martins, Cinquentinha 7 Cordas, Ney do Bandolim, Messias Britto, Braulito.
Sentados: Diêgo, Vagner e Junior Timba
Projeto: OS SERTÕES







O vídeo abaixo está Seu Martins consolando Dionísio Nóbrega após ouvir uma composição de Messias Brito com a música "Choro pra Dionísio Chorar" nos ensaios dos Chorões do Cumbe em Euclides da Cunha. Ano: 2002







A sua paixão pela música é tanta que construiu um grande violão de concreto na entrada de sua residência no povoado de Rio Grande, próximo a Algodões.





Sua casa é recheadas de equipamentos de som e vários tipos de instrumentos musicais, também,  é lá que sempre convida os amigos para saborearem a sua famosa feijoada rodeada de vários músicos de Euclides da Cunha e Algodões.








Assista o vídeo a seguir: encontro dos músicos de Euclides da Cunha, Quijingue e Algodões em homenagem a Seu Martins em sua residência no Rio Grande, 14 de março de 2015.




Martins  se aposentou como soldador industrial pela  Iderol – Equipamentos rodoviários e retornou para sua terra natal em  2010.




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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dionísio Nóbrega lança seu quinto CD

Nosso conterrâneo e  historiador Dionísio Nóbrega grava seu quinto CD com 26 músicas




Para ouvir ou baixar no seu computador clique AQUI
Para baixar as letras e a capa clique AQUI

01.AVE MARIA (Schubert)
02.SANTO ANTÔNIO DE CANUDOS (Dionisio Nóbrega)
03.CONSELHEIRO DO BELO MONTE (Dionisio Nóbrega)
04.NOITE FELIZ (STILLE NACHT / SILENT NIGHT) (Franz  Gruber)
05.ASA BRANCA (Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira)
06.CASTIGO (Dolores Duran)
07.GAROTA DE IPANEMA ( Antônio Carlos Jobim / Vinicius de Morais)
08.MANHÃ DE CARNAVAL (Luiz Bonfá / Antônio Maria)
09.NO RANCHO FUNDO (Lamartine Babo/ Ary Barroso)
10.O GONDOLEIRO DO AMOR (Salvador Fábregas /Castro Alves)
11.IF (David Gates)
12.THE SOUND OF SILENCE(Paul Simon)
13.WHEN A CHILD IS BORN (F.jay /Zacar)
14.WHEN I NEED YOU  (H. Hammond / C. Bayer/ Sager)
15.HISTORIA DE UN AMOR (Carlos Almaran)
16.LA PALOMA (Tradicional/ Y. Salaberry)
17.SOLAMENTE UNA VEZ (Agustin Lara)
18.VAGABUNDO (Victor Simon/Alfredo Gil)
19.F…COMME FEMME (Salvatore Adamo)
20.NE ME QUITTE PAS (Jacques Brel)
21.QUE RESTE-T- IL DE NOS AMOURS (Charles Trenet)
22.CHE SARÀ (F. Migliacci/ E. Sbricoli /C. Pes/ Fontana)
23.TI VOGLIO TANTO BENE (Furnò/ De Curtis)
24.VOLARE (NEL BLU DIPINTO DI BLU) (D.Modugno / F. Migliacci)
25.A  ETERNA CANUDOS (Dionisio Nóbrega)
26.HERÓIS DE CANUDOS (Dionisio Nóbrega)



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Antonio França Machado - Biografia


Natural da cidade de Cansanção-BA, nasceu em 01/12/1938, filho de Henrique França Machado e Oliva Andrade Silva, chegado em Euclides da Cunha em 25 de abril de 1953 a convite de um amigo da família Sr. Vicente comerciante ambulante. Seu primeiro serviço foi em um depósito de compra e venda de sereais a convite do Sr Zezé Lima (1954).  A partir de 1955 passou a trabalhar em uma casa de peças e acessórios para autos e combustíveis pertencente ao Sr Bernardino Menezes dos Santos proprietário da Fábrica de Cal Sublime nesta cidade. Em 1961,assumiu a firma de Maria Iza & Cia Ltda, pertencente também ao Sr Bernardino.

-->  Foto ano 1957, Antonio França em frente a bomba do Posto Texaco que era localizado na esquina da Rua Almerindo Rehem e Rua Castro Alves. Hoje funciona a Coelba próximo ao Ciretran

Em 1967 continuou como Sócio Gerente da mesma empresa que mudou a razão social para Auto Peças Euclidense Ltda. com as atividades de Posto de Combustível Texaco e revenda de peças a automóveis Volkswagen; a partir de abril de 67 passou a ser membro da diretoria do Clube 8 de Dezembro Futebol Clube.




O casamento de Antonio França com a professora Maria da Assunção Dantas Lima (Marly) foi realizado em 27/07/1968. Filhos: Wancleyde, Mara Adriane, Heloisa, Luciana, Carlos Henrique e Ricardo Luiz (Bizu) adotivo em 1982.




Concluiu o 2º grau Técnico em Contabilidade em 1975, pelo Educandário Oliveira Brito. Nesta época ingressou como membro da Loja Maçônica Acácia Nordestina nesta cidade.
Início do Radioamadorismo
Com o prefixo fornecido pelo Dentel (atual Anatel) PY 6 AAK e Estação Columbia N. 2152 associado a Lebre (Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão).
Em 1983 foi convidado pelo Sr. Osvaldo Dantas Lima, diretor do Educandário Oliveira Brito, para lecionar Geografia e História durante dois anos sob responsabilidade da Prefeitura Municipal e a partir de 1985 pelo Governo do Estado. Com muita dedicação foi transmitido conhecimentos para alunos da 5ª 6ª 7ª 8ª do 1º e 2º grau até o ano 2006.

Esporte e Cultura: de 1967 até 1990 participou das academias de Judô e Karatê chegando até as categorias nas faixas Verde e Laranja.

Clubes Sociais: Sócio e membro da diretoria do Grêmio Cultural e Recreativo de Euclides da Cunha, desde sua fundação em 1959 e também sócio membro da diretora do Clube de Campos Os Sertões (Clube dos 100) desde 1981.


>>>Na foto a direita, França entre os filhos Carlos Henrique e Ricardo Luiz (Bizu) <<<

Em 1997/1998 teve a participação no projeto Caxiense-Bahia.
Aposentou-se em 2006 pela Secretaria de Educação e Cultura, logo, participou a continua ativo da UATI (Universidade Aberta a Terceira Idade) fundada com o apoio da Uneb com mais de uma centena inscritos que desfrutam de aulas de várias modalidades, inclusive Aeróbica, Yôga, passeios recreativos, etc, (Atividade rejuvenescedoras) proporcionando uma boa convivência e qualidade de vida .



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quarta-feira, 25 de junho de 2014

NASCIDOS ANTES DE 1986…


De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos nos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebê eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo, altamente tóxicas, que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.


Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas à prova de crianças, ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas numa boa.
Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes, cotoveleiras e joelheiras, e olha que mertiolate ardia mais do que ácido!
Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos de segurança e airbags, ir no banco da frente era um bônus.
Bebíamos água da mangueira do jardim e não de garrafa, que na época nem vendia.
Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e outras porcarias mas dificilmente engordávamos porque estávamos sempre loucos para brincar na rua com os amigos.

Partilhávamos garrafas e copos com dezenas de colegas e nunca morremos disso.
Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois
andávamos a grande velocidade pela rua mais íngreme, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar algum tipo de freio.

Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
Não tínhamos Play Station, X Box, nada de 100 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, celulares, computadores, DVD, Chat na Internet.
A Tv pegava no máximo globo, sbt e manchete!
Tínhamos amigos e para vê-los era só ir pra rua.
Caíamos de muros e de árvores, nos cortávamos, até partíamos ossos, apertavamos as campainhas dos vizinhos, fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
Tudo isso sem ninguém processar ninguém!

Íamos a pé para casa dos amigos.
Acreditem ou não íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamãe ou o papai nos levassem.

Criávamos jogos com simples paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.
Eles estavam era do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.

És um deles?

Parabéns!

Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças!!!

Para todos os outros que não têm a idade suficiente, pensei que gostariam de ler acerca de nós.

Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho… E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.

A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades e nasceram em 1986, ou depois, chamam-se “jovens”!

Nunca ouviram “we are the world”.
Para vocês sempre houve uma só Alemanha e um só Vietnã.
O HIV sempre existiu.
Os CD’s sempre existiram.
O Michael Jackson sempre foi branco.



Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo foi um Deus da dança.

Acreditam que “Missão impossível” e “As Panteras” são filmes da atualidade.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores.


Não acreditam que houve televisão preto e branco e quem tinha era rico.

Agora vamos ver se estamos ficando velhos:
1. Entendes o que está escrito acima e sorri?;
2. Precisas dormir mais depois de uma noitada?;
3. Os teus amigos estão todos casados?;
4. Se surpreende ao ver crianças tão a vontade com computadores?;
5. Se lembra da novela “dancing day”?;
6. Encontra amigos e falas dos bons e velhos tempos?;
7. Vai encaminhar este texto para outros amigos porque achas que vão gostar?
Se a resposta é COM CERTEZA para a maioria dos, SIM, ESTAMOS VELHOS (heheheh)…
Mas tivemos uma infância maravilhosa

Texto: Maro Mannes

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