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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Caboquinho da Rebeca


 








Caboquinho da Rebeca era natural de Banzaê, descendente de índio. Veio andando para Euclides da Cunha e começou a ser visto por aqui entre os anos 70 e 80. Ganhou esse apelido por suas características indígenas e por carregar sempre consigo um instrumento chamado rebeca, antecessor do violino que era seu fiel companheiro nas boemias e nas andanças de bar em bar.


Caboquinho tinha um semblante sisudo, bruto, mas não era agressivo. Gostava mesmo era de tocar sua rebeca e tomar uma pinga pelos bares e biongos da região. Seu maior ponto de parada ficava vizinho à oficina do seo Quito, na Avenida Almerindo Rehem, quase em frente ao Miro Móveis.


Nunca andou de carro nem de moto: sua paixão era caminhar, andar e andar. Ao som suave da sua rebeca, encantava a comunidade, que retribuía com agrados e dinheiro.


Com seu jeito peculiar, tornou-se um verdadeiro personagem folclórico da cidade. Um cabra arretado, andarilho que marcou época em Euclides da Cunha, Bahia.


Contribuição: Jô Moura



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