Pesquisar este blog

quinta-feira, 6 de maio de 2010

1928 - Setembro - Lampião em Euclides da Cunha

Foto do bando de Lampião cedida pelo Bel. Hildebrando Siqueira

O bando de Lampião atuou primeiramente e durante muitos anos nos estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Após grande cêrco e grande perseguição das policias de todos estes estados em conjunto, muito cansado e necessitando de uma parada para restabelecimento e reorganização, em 28 de SETEMBRO de 1928, resolveu atravessar o Rio São Francisco e se internar na Bahia, onde desapareceu na caatinga durante 3 meses, não havendo notícias de qualquer espécie do bando de Lampião durante todo esse período. No dia 28 de DEZEMBRO de 1928, Ioiô da Professora, filho da professora Erotildes e Zé Dantas, primos, então com 20 anos de idade estavam na esquina do local onde hoje está situado o Hotel Lua, quando viram algo estranho, brilhando de forma intensa sob o sol inclemente do meio dia em ponto; eram cavaleiros montados, que se aproximavam trotando, vindos da atual Rua Major Antonino, no sentido do hotel lua e o brilho notado por Ioiô e Zé Dantas seria identificado mais tarde para espanto dos dois, como libras esterlinas, (moeda inglesa) cravejadas nas armas e nos chapéus dos Cangaceiros precisamente no antigo Cumbe em 28 de DEZEMBRO de 1928. Lampião parou exatamente diante dos dois, disse-lhes que era LAMPIÃO e perguntou a Ioiô da Professora onde era a casa do delegado. Na época o delegado era Luiz Caldeirão com quem queria conversar e dizer que vinha em paz. Ioiô e Zé Dantas acompanharam Lampião até a casa do delegado Luiz Caldeirão e ouviram toda a conversa. Depois, o delegado encaminhou Lampião à residência colonial do Capitão Dantas na praça da Igreja. Ali, após um almoço que lhe foi preparado, Lampião perguntou a Ioiô da Professora, então com 20 anos, se ele sabia ler e se tinha algum jornal; Ioiô informou que sim, que tinha um jornal que falava do Capitão Virgulino. Lampião pediu que Ioiô fosse buscar o jornal e fizesse a leitura para ele. Ioiô leu o jornal dando as notícias da Capital da Bahia de quê "NÃO SE SABE DO PARADEIRO DE LAMPIÃO" e, "QUE TUDO INDICA QUE LAMPIÃO ESTÁ MORTO". À medida que Ioiô lia o jornal, LAMPIÃO balançava a cabeça em aprovação e dizia: - "APOIADO" "APOIADO" Na verdade Lampião estava no Cumbe e vivo. Morreu em 1938 na fazenda Angico em Poço Redondo, Sergipe.

Fonte: Hildebrando Siqueira por depoimento de seu tio Ioiô da Professora e Zé Dantas
Foto: Reprodução cedida por Hildebrando Siqueira

______________________



















Francisco da Silva Dantas (Capitão Dantas)


João Siqueira Santos (Ioiô da Professora)


José Dantas (Zé Dantas)











Hotel Lua

terça-feira, 4 de maio de 2010

1904 - Nomeação da Primeira Professora Pública do Cumbe - Erotildes Siqueira

Foto da Professora Erotildes Siqueira no dia de sua formatura como professora. Ao lado, foto do seu marido Leolino Manoel dos Santos.











A primeira professora pública do Cumbe, Erotildes Siqueira nasceu em 06 de outubro de 1880, em Saubara, povoado do municípío de Santo Amaro, nas proximidades de Salvador. Era filha do Sr. Geraldo Siqueira e D. Maria Inês Eurica Siqueira.
A Professora Erotildes formou-se em Magistério em 1898 no Instituto Feminino da Bahia em Salvador.
Foi nomeada Primeira Professora Pública do Cumbe em 1904 pelo Governo do Estado da Bahia; no mesmo ano veio assumir a Cátedra após uma verdadeira epopéia, pois, embarcou na estação de trem da Calçada em Salvador até o município de Queimadas. Dali, viajou até o Cumbe em "carro de boi" com junta de 6 bois durante 15 dias, acompanhada pelo guia José Carreiro, que foi enviado até Queimadas para buscar a Professora pelo Capitão Dantas da Guarda Nacional. Trazia os seus pertences em um baú de jacarandá trabalhado em alto relevo e, por incrível que pareça o livro "OS SERTÕES" do Escritor Euclydes da Cunha que tinha sido publicado em 1902, portanto, 2 anos antes da chegada da professora. O guia José Carreiro disse que a professorinha lia o livro desde a partida de Queimadas até chegar ao Cumbe onde instalou a primeira Escola Pública na casa que veio a residir durante toda sua vida, na Praça da Igreja (Casarão Colonial, hoje em ruinas atrás da Igreja).

Começou a lecionar em 1904 com apenas 24 anos, como professora pública do Cumbe.
Se casou no ano de 1906, com Leolino Manoel Santos. Teve dez filhos, entre eles o "historiador-mor" João Siqueira Santos (Ioiô da professora), que já faleceu
Sua realização: Conseguiu ensinar gerações e gerações que por ela passou no Cumbe.

Por Hildebrando Siqueira, seu neto, residente em Euclides da Cunha, conforme informação de seu tio Ioio da Professora e de seu pai Domingos Siqueira

>>Foto menor de 1950, quando a professora Erotildes Siqueira já se encontrava aposentada em Euclides da Cunha, onde veio a falecer em 1953.

___

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Praça Duque de Caxias "Antiga praça"

Foto: Uneb

Ontem, 28 de abril de 2010, foi o último dia deste modelo. Agora, interditada, apresenta-se em transformação para um novo visual.

Foto tirada na torre da euclidesdacunha.com

Difusora Boa Vista

Matéria: Elicarla da Costa - Uneb

A primeira rádio de Euclides da Cunha foi fundada por José Augusto de Lima Campos (Zezito) com os Serviços de Alto-Falantes Popular "SAFP". A rádio era situada na Avenida Rui Barbosa (1958).

Em 1976 foi vendida para Ivo Borges Justino e Agailton Santana com o nome de "Difusora Boa Vista".

A rádio tinha a sua sede, mas os seus trabalhos eram transmitidos através dos alto-falantes onde os mesmos eram colocados em postes de iluminação pública em cada rua da cidade com distancias de 500 a 100 metros. O funcionamento da rádio era de segunda a sábado das 08:00 às 18:00 horas e aos domingos em horários extraordinários.


>>> Ivo Borges Justino - Foi o primeiro a habilitar os músicos euclidenses na OMB (Ordem dos Músicos do Brasil), no período de 1975 a 1984.

Foto/contribuição (por e-mail): Ivo Borges Justino Junior


A rádio transmitia todas as noticias da cidade e da região como: propagandas comerciais, esportes, notas fúnebres, colunas sociais e outras.

Foi a rádio difusora que promoveu em Euclides da Cunha o 1o Festival Intermunicipal da Canção, onde participou mais de 40 cantores vindos de diversos lugares como salvador, Paulo Afonso, Jeremoabo, Ribeira do Pombal, Juazeiro e outros, além dos cantores locais. O festival foi organizado e apresentado por Agailton Santana.

A Difusora Boa Vista teve seu funcionamento de 1976 a 1992

Teago Ferreira de Carvalho

Foto: euclidesdacunha.com

O advogado Teago nasceu em 25 de julho de 1917 em Euclides da Cunha, filho de José Ferreira de Carvalho e Sabina Ferreira de Carvalho

Alfabetizado no distrito de Massacará pelo próprio pai, aos onze anos matriculou-se na escola do professor João de Santana Lima onde estudou até 1928. Em 1929 aos 12 anos, o menino Teago por falta de professor titular, já ministrava aulas aos colegas na mesma escola.

Em 1931, por necessidade, trabalhou como auxiliar de tropeiro, tangendo muares que levavam mercadorias de Euclides da Cunha para Santa Luz, De 1932 a 1935, exerceu várias outras atividades. Foi inclusive operário na Transnordestina, atual BR-116, no trecho Euclides da Cunha/Bendengó. Mais tarde, experimentou a atividade de ambulante até se estabelecer na sede com o ramo de estivas, bebidas, padaria e posteriormente tecidos.

Em 1942, aos vinte e cinco anos, casou-se com a jovem de família tradicional da cidade, Adália Agres de Carvalho com quem teve sete filhos: Alba Agres Carvalho de Carvalho, Tiago Ferreira de Carvalho Junior, Maria Adália Carvalho de Almeida, Marinalva de Carvalho Marques, Maria José Agres de Carvalho (falecida), José Mardônio Agres de Carvalho e Ada Maria Agres de Carvalho Penna de Moraes.

A partir da década de 1950, o professor Teago, passou a dedicar-se quase que integralmente à advocacia após provisionar-se, prestando concurso junto à Seccional Baiana da Ordem dos Advogados do Brasil que lhe conferiu o nº OAB-BA. 94-P, para atuação inicial nas Comarcas de Tucano e Monte Santo e, posteriormente em Euclides da Cunha, transformando-se num dos profissionais mais respeitados e competentes da região.

Ainda na década de 1950, foi vereador pela UDN onde se destacou pela defesa da causa dos humildes. Em 1954, candidatou-se a prefeito. Não logrando êxito, a partir daí, afastou-se definitivamente da vida político-partidária.

Dono de currículo invejável com vários cursos de aperfeiçoamento foi presidente da Associação Rural de Euclides da Cunha, atual Sindicato Rural; presidente do Grêmio Cultural e Recreativo; por mais de dezenove anos correspondente do Banco do Brasil Agência de Serrinha e um dos principais batalhadores pela instalação da agência local do mesmo banco, marco importante para o desenvolvimento de Euclides da Cunha

Com outros amigos fundou em 1950 a Sociedade de São Vicente de Paula da qual foi por algumas décadas seu Presidente. A Sociedade dos Vicentinos é até hoje o principal organismo beneficente de Euclides da Cunha.

Pela sua contribuição aos meios forenses nos seus cinquenta anos de inscrição na OAB-Ba, em 10 de agosto de 2004 a Seccional Baiana da Ordem dos Advogados do Brasil lhe prestou uma relevante homenagem.

. Respeitado, carismático, defensor intransigente da lei, Teago Carvalho transformou-se em ícone de honradez, caráter e sabedoria jurídica. Faleceu em Salvador vítima de falência múltipla dos órgãos. Ele deixa um exemplo para as gerações que o sucederam e um enorme vazio na comunidade.

Por: ASCOM PMEC

Fonte: www.euclidesdacunha.ba.gov.br

______