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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

O calçamento da Rua Joaquim Santana Lima


 Também era conhecida como Rua dos LIMA ou Rua de Cima

Seta amarela: Educandário Oliveira Brito depois de um ano inaugurado.

Seta vermelha: depósito de sisal que pertencia a João Felisberto dos Santos, hoje encontra-se o Auditório do EOB.

Seta azul: residência da família Dantas.

 Em 1976, um caminhão desgovernado bateu na parede da casa causando um grande estrago. Por muita sorte, naquele momento, não tinha ninguém no quarto.

Seta verde: residência de Joaquim Mathias 


No ano de 1965, durante a gestão do prefeito Antônio Batista de Carvalho, a cidade de Euclides da Cunha viveu um momento muito esperado por sua população: o calçamento da Rua Joaquim Santana Lima. À época, essa rua era uma das mais importantes vias da cidade, servindo como principal entrada e saída para quem seguia em direção a Monte Santo. Sua pavimentação não apenas atendeu a um antigo anseio da comunidade, como também representou um símbolo de progresso para o município.

A expectativa dos moradores era grande. Durante anos, a poeira e a lama tornavam difícil a circulação, especialmente no período das chuvas. A cada inverno, os moradores enfrentavam o barro e o alagamento, e no verão, a poeira tomava conta das casas e do comércio. Por isso, quando as primeiras pedras começaram a ser assentadas, era como se a cidade respirasse aliviada. Muitos se reuniam nas calçadas para acompanhar o trabalho dos operários, e o som das ferramentas virando o dia virou sinal de esperança.

O calçamento foi feito com capricho. As pedras foram bem ajustadas, com esmero e firmeza, o que garantiu uma durabilidade que atravessou décadas. Não demorou para que os elogios se espalhassem: “Essa rua agora tá parecendo capital!”, diziam com orgulho os moradores. O investimento naquela via valorizou todo o entorno e facilitou o deslocamento tanto de pedestres quanto de veículos.


Imagem: www.bigstockphoto.com


As crianças, então, nem se fala! Era uma festa só. Sem mais o lamaçal, podiam brincar livremente, correr, jogar bola e andar de bicicleta. A rua ganhou nova vida, com o vai e vem das famílias e a alegria da meninada que agora tinha um espaço seguro e limpo pra se divertir.

E como se não bastasse o impacto prático, a Rua Joaquim Santana Lima passou também a fazer parte do tradicional roteiro dos passeios de carro pela cidade. Antes restrito à Rua da Bomba, à Rua Ruy Barbosa, à Praça Duque de Caxias e à Praça da Igreja, o famoso “dar uma volta de carro” agora incluía esse novo trecho tão bonito e bem cuidado. Era comum ver carros desfilando devagar por ali nos fins de tarde, com famílias aproveitando a brisa e o burburinho da cidade.


Imagem: www.freepik.es

A pavimentação da Rua Joaquim Santana Lima não foi apenas uma obra de infraestrutura: foi um momento de orgulho coletivo, de avanço urbano e de transformação no cotidiano da população. É uma daquelas histórias que merecem ser lembradas, contadas e celebradas — porque são elas que constroem a memória viva da nossa Euclides da Cunha.





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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

José Bezerra Neto (Zuza Bezerra): trajetória de um político euclidense de destaque


José Bezerra Neto, mais conhecido como Zuza Bezerra, nasceu em Queimadas, Bahia, no dia 27 de agosto de 1919. Agropecuarista de origem, estabeleceu-se com sua família no município de Euclides da Cunha — cidade que adotou como sua e carinhosamente chamava de “Cidade Mãe”.

Com forte atuação na política local, Zuza Bezerra foi eleito vereador em 1948, permanecendo no cargo por uma década. Em 1958, lançou-se candidato a prefeito pelo Partido Social Democrático (PSD) e saiu vitorioso nas urnas, consolidando sua liderança e influência na região.

Em 1962, ampliou sua atuação política ao se eleger deputado estadual pela sua base em Euclides da Cunha. Seu mandato coincidiu com a gestão do governador Lomanto Júnior, com quem mantinha uma relação de prestígio e proximidade política.

Entre as conquistas mais relevantes de sua atuação parlamentar, destaca-se a articulação para a instalação da primeira agência do Banco do Estado da Bahia no município — instituição que viria a se tornar o atual Bradesco. O feito representou um avanço importante na infraestrutura econômica da cidade, facilitando o acesso a serviços bancários e fomentando o desenvolvimento local.

Na imagem histórica, José Bezerra Neto aparece ao centro, cortando a fita inaugural da agência bancária, acompanhado pelo então prefeito Antônio Batista de Carvalho. À extrema direita da foto, está o governador Lomanto Júnior, que atendeu ao convite do deputado e veio pessoalmente prestigiar a cerimônia, realizada em 1966.

A trajetória de Zuza Bezerra é parte fundamental da memória política de Euclides da Cunha, marcada por dedicação ao serviço público e por importantes contribuições ao progresso da região.



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Colaboração: Hildebrando Maia 




segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Recrutamento Militar em Euclides da Cunha – 1966

Em 1966, o Comando da 6ª Região Militar esteve em Euclides da Cunha para conduzir o processo de Recrutamento Militar. Na ocasião, jovens a partir dos 18 anos eram obrigados a comparecer à sede da Prefeitura Municipal — onde hoje funciona a Câmara de Vereadores — munidos dos documentos exigidos para o preenchimento do formulário de alistamento.

Até os dias atuais, os critérios para a seleção dos recrutas seguem duas diretrizes principais: a avaliação do porte físico e dos aspectos morais dos candidatos, além da busca por representatividade entre diferentes classes sociais e regiões do país.

A chegada do Comando à cidade foi marcada por uma recepção solene das autoridades locais. Em registro fotográfico da época, aparecem lado a lado com a tropa os senhores Zé Marinho (pai de Ohniram, da Tendinha Cultural), Walter Macedo, o professor Teófilo Paiva Guimarães e o então prefeito Antônio Batista.


Na véspera do recrutamento, militares do Exército Brasileiro desembarcaram em caminhões e realizaram um desfile cívico pelas ruas da cidade. Ao se posicionarem em formação, os comandos de voz forte ecoaram: “ESQUERDA/DIREITA VOLVER!”, “EM FRENTE!”. A marcha teve início na Rua Joaquim Santana Lima, passando pelas ruas Ruy Barbosa e Castro Alves, com destino à Prefeitura. A população acompanhava admirada a precisão e simetria dos passos firmes da tropa. A cidade aplaudia com entusiasmo, contagiando os militares com o calor da recepção.





O processo de recrutamento teve início no dia seguinte. Entre os jovens presentes, estava Zé Dilson Moreira, conhecido como Zé Dilson da Cadeirinha, que relembra com orgulho:

“Me apresentei para tirar a Carteira de Reservista e, na época, falei ao Major — que era o comandante — se poderia servir ao Exército em Paulo Afonso, na parte administrativa. O Major respondeu que, infelizmente, não seria possível, mas me elogiou pela vontade de servir à Pátria. Disse aos demais presentes sobre meu patriotismo e prometeu enviar meu certificado o mais breve possível.”


Colaboração: Hildebrando Maia, Ohniram Marinho, José Dilson Moreira


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Rua Joaquim Santana Lima - Calçamento - 1965

 

          Antes                                               Depois








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Em 1965 foi construído o calçamento da Rua Joaquim Santana Lima pelo então prefeito Antônio Batista de Carvalho. O nome da rua foi em homenagem a Joaquim Menino.

Joaquim  Santana Lima (Joaquim Menino) era inimigo político de Antônio Batista, mas, de surpresa, recebeu apoio total na sua campanha  vitoriosa   no qual gerou laços políticos e de amizade.

As setas amarelas indicam um muro que pertencia a casa de Totonho Lima. Dois anos depois, na gestão de Joaquim Silva Dantas (Ioiô Dantas), o muro foi derrubado pelo gestor em entender que era indispensável ao interesse público a abertura de uma rua que hoje faz ligação à rua Pedro Monteiro Campos, Bairro Caixa D`Água entre várias vias e Centro.  Houve uma indenização prévia e justa. 

A seta laranja indica a residência de Totonho Lima e Dona Clarinha. Também residiu Hugo Canário e Terezinha até a demolição devido a um  gigantesco buraco entre os alicerces do prédio que tornou-se famoso.  Hoje encontra-se uma linda Pracinha Ararinha Azul.



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Por Ney Campos

Foto: Antonio Batista de Carvalho

Contribuição: Solange Victor




quinta-feira, 19 de novembro de 2020

José Lauricio da Nóbrega - Morenito

 O maior cordelista de Euclides da Cunha