Caboquinho da Rebeca era natural de Banzaê, descendente de índio. Veio andando para Euclides da Cunha e começou a ser visto por aqui entre os anos 70 e 80. Ganhou esse apelido por suas características indígenas e por carregar sempre consigo um instrumento chamado rebeca, antecessor do violino que era seu fiel companheiro nas boemias e nas andanças de bar em bar.
Caboquinho tinha um semblante sisudo, bruto, mas não era agressivo. Gostava mesmo era de tocar sua rebeca e tomar uma pinga pelos bares e biongos da região. Seu maior ponto de parada ficava vizinho à oficina do seo Quito, na Avenida Almerindo Rehem, quase em frente ao Miro Móveis.
Nunca andou de carro nem de moto: sua paixão era caminhar, andar e andar. Ao som suave da sua rebeca, encantava a comunidade, que retribuía com agrados e dinheiro.
Com seu jeito peculiar, tornou-se um verdadeiro personagem folclórico da cidade. Um cabra arretado, andarilho que marcou época em Euclides da Cunha, Bahia.
Contribuição: Jô Moura
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2 comentários:
Uma satisfação enorme poder contribuir com esse acervo rico da nossa cidade. Precisamos manter nossa história viva para que os jovens euclidenses possam valorizar ainda mais nossa rica cultura.
Anônimo29 de agosto de 2025 às 19:07
Uma satisfação enorme poder contribuir com esse acervo rico da nossa cidade. Precisamos manter nossa história viva para que os jovens euclidenses possam valorizar ainda mais nossa rica cultura.
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