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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O historiador Dionísio Nóbrega lança em Euclides da Cunha 4 livros:

  • O Tucucuru do Padre Januário
  • Enock: Um Canário protegido de Santo Antônio dos Canudos
  • Padre João
  • Capitão Dantas e os três Ioiôs de Cumbe


Local: CLUBE DOS CEM às 11:30h





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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Escola Paroquial - Pré-Seminário - 1958

Foto/Colaboração: Sebastião Miranda da Paz e Handerson Monteiro

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Reconhece mais alguém? Deixe um comentário com nome e o número respectivo
1- Antônio de Zé Sabino
2- Joaquim Abreu
3- Maria Iza (filha de Sabino)
5- Antonio Vieira
7- Osvaldo (filho de Pompílio)
8- Terezinha Rocha
9- Prof. Alice dos Anjos
10- D. Jackson B Prado

11- Prof. Theophilo Paiva Guimarães (Teófilo Careca)
12- João (filho de Zé Sabino e Dona Iaiá)
13- Onofre Vitor
15- Renato Campos
18- 
19 – Arialdo (filho do Cecílio Demétrio dos Santos)
20 - Rudival (filho de Totonho guarda)
21-
22- Cheiro
24- Zequinha Vitor
26- Rubinho Bastos
27- Ranulfo Campos
28 – Zorildo Pinheiro
29- Zezé Bastos
31- Zequinha Costa
32- Herófilo Dantas
33- Sebastião Miranda da Paz
34- Ney Guimarães
35 – José Renato Reis (sobrinho de Almira – ex- prefeito de Cansanção)
36- José Americo Peixinho
37- 
38- Miguek Abreu (Miguel de Cecinho)
39- Paizinho

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domingo, 5 de agosto de 2012

Calçamento da Rua Joaquim Santana Lima

Foto/contribuição: Handerson Monteiro
Raríssima foto onde mostra o término do calçamento da Rua Joaquim Santana Lima (Rua dos Lima, como era chamada naquela época). O calçamento ficou pronto em 1965 no governo de Antonio Batista de Carvalho. As obras começaram na Praça Duque de Caxias (Praça "Pau" de Oliveira Brito) e concluídas na Travessa Joaquim Santana Lima, próximo hoje ao restaurante Bate Papo.
Foi apelidada Rua dos Lima porque 90% de toda a rua era habitada pela família Lima.
Para saber mais sobre as ruas e seus apelidos clique aqui


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sábado, 4 de agosto de 2012

Praça Duque de Caxias - Transformações


Antes era assim...

A imagem da cidade não se traduz apenas por prédios, vias e ruas.












Por proporcionar um ambiente agradável, a praça é perfeitamente utilizada para o laser, leitura, bate-papo com amigos, encontro de novas amizades ou apenas descanso. Em posição privilegiada é um espaço público multifuncional de grande importância na aparência urbana determinando um bem estar e alta estima a população


Construção 1969 - Joaquim Silva Dantas
Reconstruída 1991 - José Nunes
Por último: 2010 - Fátima Nunes













































Abaixo, no mesmo ângulo, antes e depois































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Após anos de transformação, a praça Duque de Caxias tornou-se um ponto de referência quando se fala em lazer, tranquilidade e passeio. As pessoas habituaram-se a frequentar a praça e encontram nela um ambiente aconchegante. Hoje é frequentada por jovens, idosos e crianças








Além da boa estrutura, com parque infantil, a praça também se tornou um ponto de comércio ativo e bem valorizado.









A Praça Duque de Caxias já ficou conhecida por vários nomes:
>> Praça do Barracão
>> Praça do Capitão Dantas
>> Praça do Açougue
>> "Pau" de Oliveira Brito
>> Praça Nova
>> Praça do Jardim
>> Jardim
>> Praça Duque de Caxias

Por Ney Campos

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Laços de Família

Por Celso Mathias

Negrito Da direita para esquerda, Zizinha, Luti, Yayá, Adelina (irmã de Ceci) e Lourinho, irmão das duas últimas. As crianças, Nonato, Regina, Albertinho e Danuza filha de Zizinha

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Com Yayá morava a prima Ceci Campos irmã de Belarmino Campos, e de Tidinha, mãe de João e Ismael Abreu. Ceci fora criada junto com as irmãs, Nazinha, Zizinha e Luti. Na medida em que elas foram casando, Ceci que aos quinze anos tivera uma decepção amorosa optou por ir morar com Yayá na Rua dos Ricos.

Sempre que passo em determinados pontos dessa cidade, minha memória viaja no tempo em direção ao passado. Dia destes olhei para a descaracterizada fachada da bela casa da Rua da Igreja, fui lembrando de momentos em que pude conviver com o glamour daquele recanto. À frente da casa, havia um reles gramado que se estendia em direção da casa da minha madrinha Divina Maia, onde hoje mora seu filho Hildebrando e seguia até perto da antiga Igreja Matriz já, lamentavelmente, demolida. No gramado rolava sempre uma bola de meia. As exceções eram feitas quando de férias, os filhos de Zeca Dantas traziam boas bolas de borracha para um jogo mais animado do qual invariavelmente participava o Hildebrando.

Mas o melhor de tudo não estava no gramado. Estava exatamente na casa da fachada com uma mistura de estilos que lembra o Art Déco. Ali morava o casal Viriato e Rosália pai das duas mais lindas mulheres que a cidade já viu; Virisália (obviamente cruzamento dos nomes do pai e da mãe) e Celeste. Sempre rondando o pedaço, Torrado, personagem rocambolesca que alimentava um amor platônico pela bela Zalinha (Virisália). Ela casou-se com um engenheiro alemão e foi feliz até morrer precocemente no Rio de Janeiro. Torrado morreu de amor e álcool!


>>>> Dona Yayá


Aquela casa fora construída para abrigar o glamour. Foi ali que nasceram os irmãos José, Antonio e Deusdete. As irmãs Lutigard (Luti), Maria Assunção (Yayá), Alzira (Zizinha), e Ana (Nazinha), filhas de Joaquim Alves Campos e Maria Moreira Campos. De todos, continua viva e saudável, apenas a professora Lutigard, a Luti, casada com o bem sucedido comerciante e fazendeiro Raimundo Tomaz de Aquino. São filhos do casal Nonato, Regina, Marlos e Albertinho, bom advogado e bon vivant!




A figura que quero centrar nessas memórias é a de D.Yayá do Correio que ganhou o apelido por ser a agente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Euclides da Cunha durante algumas dezenas de anos, especialmente na minha pré adolescência.


>>>> Casa de Dona Yayá



Eu morava em frente à casa de Yayá onde também funcionava a Agência dos Correios na Rua dos Ricos.

A Rua dos Ricos ocupa a localidade que na primeira metade do século passado era conhecida como Bolandeira. D. Luti, a interlocutora desse passado, comenta com olhar de quem O visita:“Essa terra era toda de minha mãe que a vendeu por um valor simbólico ao então prefeito José Camerino que a comprou para construir a sede da Prefeitura. Ele pagou o equivalente à despesa de três semanas na nossa casa. No início dos anos cinquenta, Raimundo comprou de volta para construirmos essa casa onde estamos até hoje e que foi a terceira da rua.

Primeiro foi a Prefeitura, depois a casa do professor Teophilo onde agora mora o médico Aristides Queiroz e a casa de D. Pombinha, hoje existe apenas o terreno que pertence ao Samuel”.

E prossegue emocionada,“Minha mãe, em consequência da fragilidade da saúde de sua avó Amélia, foi mãe de leite do seu tio Zequinha. Nessa pequena cidade, todos temos laços de família. Minha irmã Nazinha, por exemplo, casou com Zé de Apromiano, nosso primo. Já meu pai, era irmão de Apromiano. Somos primos de Renato campos (ex-prefeito) por parte de pai e de mãe. A mãe deles, D. Lili, também era prima do meu marido”.

A casa de D. Yayá tinha muro baixo e um bem cuidado jardim. Uma porta lateral dava acesso à sede dos Correios onde um balcão a separava da clientela. Baixinha, delicada, de pele muito branca e cabelos negros à altura dos ombros, ela atendia a todos com um doce sorriso e sabia exatamente o que e a quem entregar no balcão.

E era uma delícia saborear na língua o gosto da cola do selo que abria a nossa relação com o universo. Sem internet, com um telégrafo precário, sem televisão, a carta era tudo isso junto e muito mais; trazia traços reveladores na caligrafia e às vezes até o perfume de quem a escreveu. Um contrastes absoluto com o que transformaram os Correios, que perdeu, além da confiança da população, a identidade de outrora. Hoje nem o usuário nem os próprios funcionários sabem se aquilo é um banco ou uma agência de cartas e encomendas.

Jovem, bonita e bem sucedida, Yayá teve dois namoricos; com Zuca, pai da prefeita Fátima Nunes e outro com Potámio Batista. Ambos não prosperaram; ela não alimentou a relação.

Com Yayá morava a prima Ceci Campos irmã de Belarmino Campos, e de Tidinha, mãe de João e Ismael Abreu. Ceci fora criada junto com as primas, Yayá, Nazinha, Zizinha e Luti. Na medida em que elas foram casando, Ceci que aos quinze anos tivera uma decepção amorosa optou por ir morar com Yayá que adquirira a casa construída por Santos do DNER na Rua dos Ricos.

Yayá morreu em 1997 aos 87 anos de idade, solteira e sem filhos deixando a marca da doçura e do equilíbrio que pautaram a sua existência.


>>>Rua Otávio Mangabeira (Rua dos Ricos)

Somos todos órfãos da Rua dos Ricos, onde mesmo os pobres nasciam ricos de esperança, da ausência de preconceitos e com a certeza da igualdade que permeava os nossos corações infantis.

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