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sábado, 3 de outubro de 2015

História da Igreja Nossa Senhora da Conceição - Euclides da Cunha - BA

Raríssima Carta Paroquial de 1945, para a construção da Igreja  presenteada ao nosso Museu do Cumbe pelo Professor Antônio Mathias

>>>Clique na imagem para ampliar

Transcrição:

"Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós.

Exmo. Srs.

EM NOME DE NOSSA SENHORA, a nossa celestial Padroeira, a Imaculada Conceição do Cumbe, vos convidamos para a primeira reunião solene da PAROQUIA TODA DE CUMBE, a se realizar no DOMINGO DE RAMOS, 25 DE MARÇO, nesta Cidade, afim de tratarmos da Construção da Igreja da nossa Padroeira.
A Santíssima Virgem, NOSSA SENHORA DO CUMBE, TEM A CERTEZA DE QUE TUDO FAREIS PARA ATENDER A ESTE SEU CONVITE, e por isto, desde agora, vos abençoa, em nome do Padre, do Seu Filho Jesus, e do Espírito Santo.

Antiga Igreja Matriz de Cumbe


Euclides da Cunha, (Cumbe) 11 de fevereiro de 1945.

A COMISSÃO
Padre Renato Mendonça, Vigário
José Camerino de Abreu, Prefeito
Dr Silvano Neves da Silva, Pretor
Dr Silvano Maia Bitencourt, Médico
Antonio da Sulva Dantas, Coletor
Sargento José de Santana, Delegado
Francisco da Silva Dantas
Luis Santana Lima
Joaquim Santana Lima
Belarmino Augusto de Campos
Apolinário Manoel dos Santos
Joaquim Matias de Almeida
Fulgêncio de Carvalho Abreu
Joaquim de Carvalho Abreu
Tiago Ferreira de Carvalho
Jorge de Oliveira Souza

Luiz Ferreira do Nascimento
Benjamim Batista de Macedo
Manoel do Conselho Campos
João Macedo Primo
Apromiano Alves de Campos
José da Silva Dantas
Domingo Siqueira Santos
Marinho Gomes dos Santos
Leonel Alves Cerqueira
Isaias Primo
José Lopes Moura
José Bizerra Neto
Edson Lima Santos
Luiz Lima Santos
Joaquim Silva Dantas
Edmundo Esteves de Abreu

Manoel Batista de Abreu
João da Silva Dantas
Pedro Bispo dos Santos
Manoel Araujo Matos
Sebastião Lima Santos
José Lima Santos
José Santos Lima
Nelson Bastos
José Augusto de Lima Campos
Henrique Pereira Alves
José Siqueira Santos
Jesé Lima Campos
João Augusto Costa
Octacílio Lima
Demetrio Otaviano dos Santos
Prof. Alberto Ferreira da Abreu

Teófilo Paiva Guimarães
Raimundo Tomaz de Aquino
Hermeto Lívio de Abreu
José Vanderley de Aquino
Potâmio Batista Macedo
Jerônimo Ferreira de Abreu
Antonio Dias Guimarães
Francisco Dantas Fonseca
Fenelon Augusto da Silva
Ubaldino Ferreira de Abreu
Pedro de Souza Reis
Joaquim Paranhos de Abreu
Eliseu Lívio de Abreu
Silvino de Carvalho Abreu
Tito Lívio de Abreu
Pedro Agres de Carvalho"



HISTORIA DA IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO – EUCLIDES DA CUNHA - BAHIA

Com o objetivo de angariar fundos para a construção da nova igreja Nossa Senhora da Conceição o Padre Renato, em 1945, convidou formalmente por Carta Paroquial, as pessoas que se disponibilizaram a doar dinheiro na campanha da grande obra a ser realizada.
Foi um sucesso! Todos convidados deram a sua contribuição, porém, não foi o suficiente para o  grande projeto que tinha em mente o Pe. Renato.
Deu-se inicio, então, o projeto feito por um grande construtor que veio da cidade de Tucano.
Toda a comunidade se comoveu  ajudando da forma que podia: uns, com seus carros e carroças traziam pedras dos povoados, outros traziam areia, barro, cal, etc. Outra multidão, quem não tinha transporte, com sacrifício e prazer, trazia à mão pedra a pedra. “Eu e minhas amigas, mocinhas na época, com fé e determinação, dávamos várias viagens à área próxima ao cemitério para buscar as pedras para obra”, disse D. Mariazinha, esposa de Zezé Lima.

Com o material de bom tamanho foi iniciada a obra. Infelizmente o Pe Renato foi transferido para outra localidade, ficando o sucessor o Pe. Jackson Berenguer Prado (Padre Jackson), que, por sinal, reduziu a planta oficial em 10 metros no comprimento e 10 metros na largura, ou seja, 5 metros em cada lado.
A construção continuava a todo esforço e as missas permaneceram  normalmente na Igrejinha de Cumbe.
A seta indica a localização da  Antiga Igreja. A frente ficava virada para, onde se localiza hoje, o Hotel Central

Padre Jackson chegou até a cobrir a nova igreja, porém não inaugurou. Desenvolveu um importante trabalho de evangelização, empenhando-se na construção da Matriz. Recebeu a Ordem episcopal na Catedral Basílica de Salvador em 3 de agosto de 1958.






Vale a pena registrar: na planta haviam 2 torres para os sinos como mostra a pequena montagem na figura abaixo, onde as mesmas não foram construídas.

Com o novo sucessor, Pe Pedro Monteiro Campos (Padre Pedro), que foi muito bem recebido por toda comunidade,  encontrou a igreja sem recursos para o término da obra.

Começava aí mais uma campanha: uma delas ficou marcada com a criação de uma competição nomeada de “As Pastorinhas” (Pastoril) , na qual competiam com danças e cantos as pastorinhas do Cordão “Azul” e do” Encarnado”

Abaixo, ouça o trecho musical das pastorinhas: (Gravação patrocinada por Dionísio Nóbrega / No vocal: as ex-pastorinhas Maura e Zenaide - Parte falado: Dionísio Nóbrega)





>>>> Clique na imagem para ampliar













Assim nasceu nossa Igreja NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO.


A primeira missa foi em volta do ano 1964 (Até o momento não temos a data precisa).


Passagens dos Padres e benfeitorias após a inauguração:
>>>Observação: esteremos a disposição de atualizações de outras benfeitorias dos Padres abaixo citados.
Para pedido de atualização deixe um comentário com seu e-mail que entraremos em contato.



Padre Pedro (1963/1973)




















Trabalho de evangelização
Escola Paroquial

Escola de datilografia
Aquisição de bancos, cadeiras e outros móveis.
Professor de português, literatura, e filosofia no Educandário Oliveira Brito









Padre Jaime (1973/2010)

























Ordenação: Padre Jaime ao lado do Bispo D Jacksom





Padre Laudimar (2010/2013)

Foto: Internet












Reforma (2011)























Padre Oldack (2013/atual)
Foto/fonte: Alnoticias




















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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Emancipação de Euclides da Cunha - Bahia

VOCÊ SABIA QUE o dia 19 de setembro de 1933 é uma data muito importante para Euclides da Cunha, porém, NÃO é o Dia da Emancipação?
O dia 19 de setembro/33 foi o Dia da Restauração.
NOSSA DATA: 11 de junho de 1898
Entenda os detalhes, no vídeo abaixo, pelo historiador Dionísio Nóbrega





Obs: Para se tornar o vídeo mais leve houve diminuição na resolução

Filmagem e edição: Ney Campos


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Mais um CD - Dionísio Nóbrega

"Dedico este CD a três figuras ilustres de Cumbe: Jonas Lívio de Abreu, dono do Cine Maria da Graça, que teve como braço direito a sua esposa Marizete; Edmundo Esteves da Casa da Música, criador da banda The Lunik Son, bandolinista e promotor de grandes festas; Zezito de Belo, fundador do Night Club, do Bar Society e do Serviço de Alto-falante, do qual foi o 1º locutor" comenta Dionísio no seu Sexto CD


Para baixar ou ouvir em seu computador clique AQUI 
Para baixar a capa e as letras musicais clique AQUI
Ouça algumas, abaixo, nesta página

Participação especial: Bandolim (Ney Campos), Violão 7 Cordas (Cinquentinha), Sax: Índio, Vocais (Maura e Zenaide)


01.Saudades do Tempo de Menino (Dionísio Nóbrega)

02.Maringá (Joubert de Carvalho)

03.Assum Preto (Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga)
04.Carinhoso (Pixinguinha/ João de Barro)
05.Chega de Saudade (Jobim / Vinicius de Moraes)
06.Deusa da Minha Rua (Newton Teixeira/Jorge Faraj)
07.Ora Vejam Só (J.B. da Silva “Sinhô”)
08.Oh! Carol (Neil Sedaka/ Howard Greenfield / Vs. brasileira: Fred Jorge)
09.Saudades De Matão (Antógenes Silva / Raul Torres / Jorge Galati)
10.Torturas de Amor (Waldick Soriano)
11.Cucurrucucu Paloma (Tomás Mendez)
12.Paloma Blanca (White Dove)(H. Bouwens /Vs. Brasileira: Rossini Pinto)
13.Perfidia (Alberto Dominguez)
14.La Mia Via (Comme d’habitude) (Thibaut / J.Revaux / C.François / Vs: A. Lo Vecchio)
15.’O Surdato' Nnammurato (A. Califanio / E. Cannio)
16.Tornerai Tornerò (Salerno / Paretti)
17.Emmanuelle(Pierre Bachelet / H. Avy)

18.Et Si Tu N’existais Pas (Cutugno/Pallavicini/Losito/ Delanoe/ Lemesle)
19.Grand Jacques (C'est trop facile) (Jacques Brel)
20.J'attendrai (Olivieri / Vs. Italiana: Rastelli / Vs. francesa: Poterat)

21.And I Love Her (Lennon / McCartney)
22.Hey Jude (Lennon / McCartney)
23.Imagine ( John Lennon)
24.Love Me Tender (Elvis Presley / Vera Matson)
25.Michelle (Lennon / Mc Cartney)
26.Speak Softly Love (Larry Kusik / Nino Rota)


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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Avenida Almerindo Rehem - Antes e depois

Raríssima foto da Avenida Almerindo Rehem em 1957.
Observando os pontos marcados:
Seta 1: Funcionava um hotel de Raimundo Paraibano. Como o próprio apelido diz, Raimundo veio da Paraíba com a família e se instalou em nossa cidade onde administrou um hotel chamado de "New Hotel" (ampliando a foto ainda pode observar o nome pintado na fachada do prédio).

Seta 2: Travessa que dá acesso, hoje, ao escritório de Dr Carlos Aquino e a Rua Oliveira Brito. Na esquina, ao lado direito da seta 2, funcionou a padaria de Raimundo Tomaz.

Seta 3: Bomba de gasolina do "Posto do Ítalo" que era pernambucano.




>>>Avenida Almerindo Rehem 2015 - No mesmo ângulo

Seta 4: Hoje o escritório da Coelba.
Em 1957 era a porteira da roça de Benjamim Batista com o cultivo de banana da terra. Lá ninguém entrava para "tirar uma lasquinha" da fruta sem permissão. As bananas mesmo verdes ficavam parecendo maduras por motivo da forte poeira devido a passagens dos veículos.

Seta 5: Hoje, vizinho da farmácia Santana, funcionou em 1957, o "Hotel Brasil" de Raimundo Cearense. Segundo comentários dos mais velhos, existia, naquela época, várias prostitutas na frente do hotel a espera de viajantes. As moças de família, depois das 18 horas, eram proibidas de passar pela rua pra não ficar "mal faladas"

Na década de 70, já moralizado, passou a ser "Hotel Oriente" de "Tide" Silva, irmão do nosso ex prefeito Atayde.
Até a década de 80, a Avenida Almerindo Rehem era chamada (apelidada) de Rua da Bomba, referindo-se as bombas dos postos de combustíveis.

Informações: Antônio Mathias.
Foto 1957: IBGE
Colaboração: Fani Rehem.


Breve tem mais, aguardem!



sábado, 2 de maio de 2015

Pedro de Almeida e Silva

Alguém sabe quem é Pedro de Almeida e Silva? Eu ajudo: ele nasceu em 26/04/27 em Euclides da Cunha/BA, município que abrange a região onde se deu a matança de Canudos pelo Exército Brasileiro. Nada ainda? Seu pai foi um grande tocador de sanfona de oito baixos, o mestre Aureliano. Não identificou? Ele tem um filho chamado Oswaldo de Almeida e Silva que, segundo Zé Gonzaga, é o maior sanfoneiro do Brasil. Não matou a charada? Vou dar meu último auxílio: esse rapaz Oswaldo Silva é conhecido artisticamente como Oswaldinho do Acordeon. E seu pai, já lhe na veio na mente? Não, pois então fique sabendo que Pedro de Almeida e Silva era o Pedro Sertanejo, infelizmente, falecido em 1996 aos sessenta e nove anos.

Pedro Sertanejo é uma lenda do forró! Menino pobre, chegou da Bahia a São Paulo pra vencer na vida e se tornar um ídolo. Foi grande tocador de fole de botão, ótimo compositor, afinador de sanfonas, produtor de discos, radialista (tinha um programa assim como Ivan Ferraz), dono de gravadora e de casa de forró.
O forró em São Paulo só cresceu graças a ele porque teve a coragem de em 1966 fundar o Forró de Pedro Sertanejo, ali no Brás, na rua Catumbi, 183. Todos os grandes nomes do forró tocaram lá. Era uma casa feita pros nordestinos. Aquelas branquinhas paulistas de bochechinhas rosadas não visitavam sua casa de show porque naquela época forró era sinônimo de paraíba, de peixeira, de gente sem instrução, sem nível, que ia pra São Paulo a fim de fugir da seca e não morrer de fome e sede.
Pedro foi um visionário. A sua gravadora Cantagalo foi fundada para que ele desse impulso à sua carreira, mas também pra auxiliar a muita gente de talento do Nordeste que não tinha voz nem vez nas grandes gravadoras. Dominguinhos começou a gravar lá. Camarão, Zé Gonzaga, Geraldo Correia e Anastácia também fizeram discos com Pedro. Até Jackson do Pandeiro! Só Luiz Gonzaga não gravou na Cantagalo.

Da visão de Pedro foi que veio o impulso para que o filho Oswaldinho estudasse música clássica por treze anos e tivesse mestres como Paulo Feolla e Dante D’Alonzo. O reconhecido talento do filho lhe rendeu uma bolsa de estudos no exigente Conservatório Dante de Milão. Hoje, os grandes nomes do acordeom espalhados pelo mundo afora lhe rendem homenagens. Oswaldinho é a maior obra de Pedro Sertanejo!


Foto ao lado tirada na Avenida Ruy Barbosa, em Euclides da Cunha no restaurante de Carlos Amorim - 1996
>>>Entre as pessoas estão: Hélio Souza, Iomar Canário, Carlos Amorim e Pedro Sertanejo - (Foto fonte: Euclides da Cunha - Bahia - Orkut )



Se Pedro Sertanejo não tivesse composto as mais de quinhentas músicas que fez, só duas bastariam para inscrever seu nome na galeria dos grandes compositores de forró. Os forrós Rato Molhado e Roseira do Norte são verdadeiras antologias do gênero. O primeiro fez sozinho e o segundo em companhia de Zé Gonzaga.

Hoje, pouca gente fala no pai de Oswaldinho. Está condenado ao esquecimento como muitos outros. Mas se depender do nosso museu do Cumbe não vamos deixar esquecer.

Então, com vocês, o mestre Pedro Sertanejo com o seu "Rato Molhado". É forró pra ouvinte nenhum botar defeito.







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Por Abílio Neto









Para ouvir ouvir ou baixar em seu pc a música Rato Molhado clique AQUI



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Ao lado, seu filho, o famoso Oswaldinho do Acordeon